Crítica | StreamingFIC Brasília

Sinédoque, Nova Iorque

(Synecdoche, New York, EUA, 2008)

Comédia

Direção: Charlie Kaufman

Elenco: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Michelle Williams, Samantha Morton, Tom Noonan, Hope Davis, Jennifer Jason Leigh, Dianne Wiest

Roteiro: Charlie Kaufman

Duração: 124 min.

Minha nota: 7/10

Que Charlie kaufman sabe escrever, ninguém duvida. Sinédoque é mais uma de suas maravilhas, mas tem uma diferença das anteriores. Quem a leva para as telas é ele mesmo, encarando a direção pela primeira vez.

Com um elenco de fazer inveja a qualquer grande cineasta do mundo, ele conta a vida de Caden, um diretor de teatro frustrado, hipocondríaco e egoísta. Quem assiste ao filme acaba se envolvendo com seus amores, suas doenças e sua obsessão em encenar uma peça que retrate somente a verdade.

O nome sinédoque, que quer dizer a substituição de uma palavra por outra que represente seu todo ou uma parte de seu todo, é justificada pela montagem, em um galpão abandonado, de uma nova Nova York. É lá que Caden e um monte de atores passam a vida tentando alcançar o seu objetivo.

A vida e a peça se misturam e, como já era de se esperar, tudo vira mais uma típica maluquice Kaufminiana.

O roteiro e o elenco superiores não são capazes, porém, de fazer um filme brilhante. Depois de muitos minutos na sala, vários são os movimentos da platéia para conferir os relógios de pulso ou os celulares. O que nunca é uma coisa boa.

E a duração não é o único problema do filme. Talvez alguns cortes de roteiro ou uma edição mais cuidadosa e menos apegada fossem necessárias para um resultado mais empolgante. Mas se não é fácil para ninguém cortar qualquer parte de um roteiro escrito por Charlie Kaufman, imagine com ele mesmo tomando conta do filme.

Apesar dos problemas, é um filme que merece ser assistido e, de preferência, mais de uma vez, pois muita coisa só deve ser percebida numa segunda olhada.

Para ver com calma e paciência.

Um Grande Momento

Tem muitos momentos legais, mas a compra da casa é ótima!



Prêmios e indicações
(as categorias premiadas estão em negrito)

Cannes: Palma de Ouro

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FIC Brasília 2008

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Um Comentário

  1. Oie!

    Kau – Acho que não precisa ser tão radical! Na vida tudo se aprende…

    Wallace – O filme dividiu mesmo opiniões, mas já era uma coisa esperada, né? Afinal de contas, estamos falando de Charlie Kaufman. Hehehe.

    Ramon – Eu também gostei, mas acho que algumas modificações o tornariam ainda melhor!

  2. Gosto da maior parte dos roteiros do Kaufman, e aguardo ansioso por essa sua estréia na direção. Já li textos extremamente elogiosos, e outros nem tantos. Parece que não é um filme muito fácil de se comprar …

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