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“César da Vergonha” com vitória de Polanski

A Academia Francesa anunciou ontem (28), os vencedores do 45º Prêmio César. A maior premiação do cinema francês, foi marcada por polêmicas. A indicação de Roman Polanski pela direção e roteiro de O Oficial e o Espião, além de outros 10 prêmios para o filme, causou revolta e resultou no pedido coletivo de renúncia da diretoria, que deixaria os cargos após a realização desta última cerimônia.

A tentativa de apaziguar a situação, porém não foi suficiente, assim como a promessa de não comparecimento do diretor à cerimônia. Vários manifestantes fizeram vigília em frente ao local da cerimônia, o Salle Pleyel, apoiando as vítimas do diretor e pedindo sua prisão.

No evento que está sendo chamado de “César da vergonha”, Polanski foi premiado como o melhor diretor, causando ainda mais indignação. Logo após o anúncio, várias mulheres presentes na plateia levantaram-se e foram embora do local, como a atriz Adèle Heanel e a diretora Celine Sciamma.

Roman Polanski foi condenado em 1978 pelo estupro de uma menor de 14 anos, mas fugiu para a França e nunca cumpriu sua pena. Recentemente, novas denúncias de outras mulheres foram feitas contra o cineasta.

Confira os vencedores do 45º Prêmio César:

Melhor atriz
Anaïs Demoustier, por Alice et le Maire

Melhor ator
Roschdy Zem, por Roubaix, Une Lumière

Melhor atriz coadjuvante
Fanny Ardant, por La Belle Époque

Melhor ator coadjuvante
Swann Arlaud, por Graças a Deus

Melhor revelação feminina
Lyna Khoudri, por Papicha

Melhor revelação masculina
Alexis Manenti, por Os Miseráveis

Melhor roteiro original
Nicolas Bedos, por La Belle Époque

Melhor roteiro adaptado
Roman Polanski e Robert Harris, por O Oficial e o Espião

Melhor trilha sonora
Dan Lévy, por Perdi Meu Corpo

Melhor som
Nicolas Cantin, Thomas Desjonquères, Raphaël Mouterde, Olivier Goinard e Randy Thom, por Alerta Lobo

Melhor fotografia
Claire Mathon, por Retrato de uma Jovem em Chamas

Melhor montagem
Flora Volpelière, por Os Miseráveis

Melhor figurino
Pascaline Chavanne, por O Oficial e o Espião

Melhor direção de arte
Stéphane Rozenbaum, por La Belle Époque

Melhor direção
Roman Polanski, O Oficial e o Espião

Melhor curta-metragem
Pile Poil, de Lauriane Escaffre e Yvonnick Muller

Melhor curta-metragem de animação
A Noites dos Sacos Plásticos, de Gabriel Harel

Melhor animação
Perdi Meu Corpo, de Jérémy Clapin

Melhor documentário
M, de YOLANDE ZAUBERMAN,

Melhor primeiro filme
Papicha, de Mounia Meddour

Melhor filme estrangeiro
Parasita, de Bong Joon-ho

Melhor filme
Os Miseráveis, de Ladj Ly

César de Público
Os Miseráveis, de Ladj Ly

Redação

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