(Mochila de plomo, ARG, 2017)
Drama
Direção: Darío Mascambroni
Elenco: Facundo Underwood, Elisa Gagliano, Agustín Rittano, Gerardo Pascual, Osvaldo Wehbe
Roteiro: Darío Mascambroni, Miguel Angel Papalini, Florencia Wehbe
Duração: 65 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Mochila de Chumbo é mais um filme que vai buscar na disfuncionalidade da família sua razão de existir. Tomás é ainda uma criança que precisou aprender a se virar sozinho. Entre as molecagens que faz com seu melhor amigo, sofre com a desatenção da mãe e a morte pouco explicada do pai.

Sem grandes elaborações técnicas, ainda que empenhado em uma estética naturalista bem desenhada, o longa-metragem depende do apelo da história contada e do magnetismo do jovem Facundo Underwood e seu Tomás. Se a atuação funciona muito bem, a narrativa sofre com a linearidade excessiva do roteiro. Sobram acontecimentos, mas falta sentimento. Até mesmo situações que são notoriamente angustiantes, como o simples fato de uma arma na mochila de uma criança, acontecem sem despertar tensão.

Ainda assim, há uma curiosidade natural em histórias com relações quebradas, busca da verdade, desejo de vingança e ritos de passagem – aqui tudo junto e misturado – que consegue manter a atenção até o final. Mochila de Chumbo traz uma temática interessante, com um protagonista cativante e bons atores, mas, talvez por medo de se entregar ao melodrama, peca por não acreditar na relevância das emoções.

Um Grande Momento:
Fazendo comida.

Próximas sessões na Mostra:
Dia 22, às 14h – Reserva Cultural 1
Dia 23, às 20h – Sesc Campo Limpo

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[42ª Mostra de São Paulo]