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Dia das Mulheres: 101 nomes – 101 filmes

Para o Dia Internacional da Mulher nada melhor do que uma listinha. Sei que muitas já foram feitas e outras tantas vêm por aí, mas foram tantos anos de invisibilidade que todas ainda são poucas para dar vazão a todo um universo criativo múltiplo e variado que insistem em fingir que não existe.

Fazer a lista foi uma delícia, relembrando tanta coisa que marcou e tanta coisa que precisava ser lembrada. Como sempre, mesmo sendo uma lista com 101 posições, não coube todo mundo. Para chegar ao número, num primeiro momento, foram considerados apenas longas-metragens dirigidos individualmente, sem codireção com homens. Mas deixei um espaço para um filme da mãe do cinema Alice Guy-Blaché, o curta O Cair das Folhas.

Nesse passear entre os títulos, tentei dar lugar para todos os gêneros, e busquei várias nacionalidades e escolas. Também dei preferência a ficções, por saber justamente que há muito mais mulheres produzindo documentários, embora alguns estejam aqui. Entre as dificuldades, a maior foi na animação, talvez o gênero mais machista até hoje.

Mas vamos à lista, que contou com a preciosa ajuda das queridas críticas Amanda Aouad e Enoe Lopes Pontes e da cineasta Hilda Lopes Pontes, afinal de contas, juntas somos mesmo muito mais fortes. Que venham outras listas, com muito mais filmes e muito mais nomes. E que se perceba o quanto fizemos, fazemos e vamos fazer pelo cinema.

Alice Guy-Blaché: O Cair das Folhas (Falling Leaves, 1912)

Maren Ade: Toni Erdmann (2016)

Chantal Akerman: Jeanne Dielman (Jeanne Dielman, 23, quai du commerce, 1080 Bruxelles, 1975)

Maria Alché: Família Submersa (Familia sumergida, 2018)

Suzana Amaral: A Hora da Estrela (1985)

Gabriela Amaral Almeida: O Animal Cordial (2017)

Ana Lily Amirpour: Garota Sombria Caminha pela Noite (A Girl Walks Home Alone at Night, 2014)

Susanne Bier: Em um Mundo Melhor (Hævnen, 2010)

Kathryn Bigelow: Caçadores de Emoção (Point Break, 1991)

Laís Bodanzky: Bicho de Sete Cabeças (2000)

Muriel Box: As Sete Mulheres da Minha Vida (The Truth About Women, 1957)

Catherine Breillat: Para Minha Irmã (À ma soeur!, 2001)

Jane Campion: O Piano (The Piano, 1993)

Carla Camurati: Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995)

Ana Carolina: Mar de Rosas (1978)

Albertina Carri: La rabia (2008)

Flávia Castro: Deslembro (2018)

Jenna Cato Bass: Ame Quem Você Ama (Love the One You Love, 2014)

Lisa Cholodenko: Minhas Mães, Meu Pai (The Kids Are All Right, 2010)

Vera Chytilová: As Pequenas Margaridas (Sedmikrásky, 1966)

Sofia Coppola: Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003)

Petra Costa: Elena (2012)

Claire Denis: Bom Trabalho (Beau travail, 1999)

Mati Diop: Atlantique (2019)

Julia Ducournau: Raw (Grave, 2016)

Nadine Labaki: Caramelo (Sukkar banat, 2007)

Lena Dunham: Mobília Mínima (Tiny Furniture, 2010)

Ava DuVernay: Selma: Uma Luta pela Igualdade (Selma, 2014)

Ildikó Enyedi: O Meu Século XX (Az én XX. századom, 1989)

Nora Ephron: Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle, 1993)

Coralie Fargeat: Vingança (Revenge, 2017)

Nora Fingscheidt: System Crasher (Systemsprenger, 2019)

Jodie Foster: Jogo do Dinheiro (Money Monster, 2016)

Deniz Gamze Ergüven: Cinco Graças (Mustang, 2015)

Greta Gerwig: Lady Bird: A Hora de Voar (Lady Bird, 2017)

Paula Gomes: Jonas e o Circo sem Lona (2015)

Debra Granik: Inverno da Alma (Winter’s Bone, 2010)

Aurora Guerrero: Mosquita y Mari (2012)

Mary Harron: Psicopata Americano (American Psycho, 2000)

Amy Heckerling: As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless, 1995)

Agnieszka Holland: Na Escuridão (In Darkness, 2011)

Helena Ignez: Fakir (2019)

Patty Jenkins: Monster: Desejo Assassino (Monster, 2003)

Naomi Kawase: Sabor da Vida (An, 2015)

Jennifer Kent: O Babadook (The Babadook, 2014)

Sandra Kogut: Campo Grande (2015)

Mary Lambert: Cemitério Maldito (Pet Sematary, 1989)

Caroline Leone: Pela Janela (2017)

Jennie Livingston: Paris is Burning (1990)

Phyllida Lloyd: Mamma Mia! O Filme (Mamma Mia!, 2008)

Ida Lupino: O Bígamo (The Bigamist, 1953)

Sharon Maguire: O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones’s Diary, 2001)

Maïwenn: Polissia (Polisse, 2011)

Samira Makhmalbaf: A Maçã (Sib, 1998)

Lucrecia Martel: O Pântano (La Ciénaga, 2001)

Penny Marshall: Quero Ser Grande (Big, 1988)

Marina Meliande: Mormaço (2018)

Meera Menon: Farah Goes Bang (2013)

Reed Morano: I Think We’re Alone Now (2018)

Júlia Murat: Histórias que Só Existem Quando Lembradas (2011)

Lúcia Murat: Que Bom Te Ver Viva (1989)

Kira Muratova: The Tuner (Nastroyshchik, 2004)

Anna Muylaert: Que Horas Ela Volta? (2015)

Pocas Pascoal: Alda e Maria, Por Aqui Tudo Bem (2011)

Kimberly Peirce: Meninos Não Choram (Boys Don’t Cry, 1999)

Fernanda Pessoa: Histórias Que Nosso Cinema (não) Contava (2018)

Sarah Polley: Entre o Amor e a Paixão (Take This Waltz, 2011)

Sally Potter: Orlando, a Mulher Imortal (Orlando, 1992)

Lucia Puenzo: XXY (2007)

Maria Augusta Ramos: Justiça (2004)

Lynne Ramsay: Precisamos Falar Sobre Kevin (We Need to Talk About Kevin, 2011)

Marília Rocha: A Cidade Onde Envelheço (2016)

Juliana Rojas: Sinfonia da Necrópole (2014)

Céline Sciamma: Retrato de uma Jovem em Chamas (Portrait de la jeune fille en feu, 2019)

Helena Solberg: Palavra (en)Cantada (2008)

Penelope Spheeris: Quanto Mais Idiota Melhor (Wayne’s World, 1992)

Roberta Torre: Tano da morire (1997)

Athina Rachel Tsangari: Attenberg (2010)

Nora Twomey: A Ganha-Pão (The Breadwinner, 2017)

Dee Rees: Pariah (2011)

Kelly Reichardt: Wendy e Lucy (Wendy and Lucy, 2008)

Júlia Rezende: Ponte Aérea (2015)

Anita Rocha da Silveira: Mate-me Por Favor (2015)

Mariana Rondón: Pelo Malo (2013)

Adélia Sampaio: Amor Maldito (1984)

Lone Scherfig: Educação (An Education, 2009)

Sinai Sganzerla: A Mulher da Luz Própria (2019)

Letícia Simões: Casa (2019)

Barbra Streisand: Yentl (1983)

Agnieszka Smoczynska: A Atração (Córki dancingu, 2015)

Teresa Trautman: Os Homens Que Eu Tive (1963)

Daniela Thomas: O Banquete (2018)

Agnès Varda: Cléo das 5 às 7 (Cléo de 5 à 7, 1962)

Teresa Villaverde: Três Irmãos (1994)

Margarethe von Trotta: Os Anos de Chumbo (Die bleierne Zeit, 1981)

Cathy Yan: Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn, 2020)

Irmãs Wachowski: Matrix (1999)

Lucy Walker: The Crash Reel (2013)

Louisa Wei: Golden Gate Girls (2013)

Sandra Werneck: Amores Possíveis (2001)

Olivia Wilde: Fora de Série (Booksmart, 2019)

Cecilia Barroso

Cecilia Barroso é jornalista cultural e crítica de cinema. Mãe do Digo e da Dani, essa tricolor das Laranjeiras convive desde muito cedo com a sétima arte, e tem influências, familiares ou não, dos mais diversos gêneros e escolas. Faz parte da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema e das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.
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